Genocídio e chacina

Photo by Ali Arif Soydaş on Unsplash

Genocídio e chacina
Se vacina fosse cocaína
Já tinha helicóptero de senador
Partindo cheio de Minas Gerais
Tanto faz
A vida do pobre favelado tanto faz
Jaz
Se depender do despresidente
De azitromicina, ivermectina
A morte é nossa sina
Nem impeachment
Ou intervenção divina
Para o rico vacina
Para o pobre cloroquina

Sou um poeta iniciante que não é iniciante…

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Dandara é lua

Dandara é sol

Dandara é luta
Dandara é lua
É voz no último volume
É corpo de múltiplos perfumes
É a bruma das noites frias
Nas ruas

A mulher negra luta todos os dias
Merece descanso todos os dias
Merece colo todos os dias
Merece calor todos os dias
Merece reconhecimento todos os dias
Nos sambas…


Photo by Chiamaka Nwolisa on Unsplash

Escrevo escrevo e não transo
É uma tolice achar que o que escrevo é pra vosmecês
É exatamente por isso que não me lerão
Eu me liberto numa dança desengonçada
Regada a álcool, aleatoriedades
Chutes em lixeiras públicas
Alguém me enquadra com uma quadrada
Na nuca
Que novidade?
Eu me sinto vivo…


(Eu) faço tanta poesia
(Eu) vivo tanta poesia
A tinta (ponta) da caneta
Se confunde
Se difunde
No sangue-tinta
O vermelho-amor
O verso-veia
Por isso seis e meia das manhãs
Extraio da veia-verso a tinta-sangue para todos os livros-corações

Sou um poeta iniciante que não é iniciante…

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Photo by Milo Miloezger on Unsplash

A vida é loka

Viva muito

Porque

A vida é poka

Sou um poeta iniciante que não é iniciante…

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Photo by Adrien Olichon on Unsplash

A resposta pra tudo é poesia
Empatia é poesia
Os que aglomeram
Em meio à merda coletiva
Espero que padeçam
O amargor do ostracismo
E da hipocrisia

Sou um poeta iniciante que não é iniciante…

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Tristeza

Photo by Joshua Gresham on Unsplash

Só consigo ouvir o barulho das coisas que não falam:
Os esgotos, os ductos de água, os carros na rua debaixo
Os ônibus na avenida lá longe
Provavelmente perambula um ou outro de máscara.
Ouço motos, meu pé a bater na parede de ansiedade
Minha cabeça quente depois de um banho quente
Em que cantei um samba quente
Eu não sei qual é o jeito certo de levar a vida
Por onde ir, o que fazer
Só tenho vontade de sorrir
Na mesa de um bar
Com velhos e velhas amigas, irmãs
Deixar o cavaco chorar ao invés de eu mesmo
Tô na cama, alerta, sozinho
Buscando imperfeição perfeita, que eu sei que não existe
Estou triste, triste, triste...


Viver é poesia. E a poesia é preta!

Diretamente dos redutos intencionalmente esquecidos da cidade, a voz das vielas explode.

Nosso povo sofredor ganhou mais uma voz, que é a minha voz, que vai ecoar.

Não tenho compromisso com escolas literárias, com críticos literários, com tradições poéticas, minha função é periferia, com o povo preto.

Lhes apresento o podcast “Quebradas, Emoções”, inspirado na música de mesmo nome do Rosana Bronk’s, grupo de RAP da Zona Sul Zona Show de São Paulo.

Disponibilizado nas plataformas aí:

Spotify|Anchor|Breaker|Google Podcasts|Pocket Casts|Radio Public|

É com muito amor família, muito amor.

É Menino Poeta na voz.


Photo by Allen Meki on Unsplash

Nos olhos da criança preta
Eu vi a esperança
Me fez afastar de vez
Os abraços mentirosos
As promessas que não vão se cumprir
As pessoas ruins
Que não respeitam outras pessoas
Nos olhos da criança preta
Vi que a vida não é brincadeira
Basta saber…


Alicerces do Carinho

Photo by Raphael Lovaski on Unsplash

Vagando dentre meus célebres pensamentos

Está lá, soberana, quem os inspira.

Relevante é cada detalhe, cada minúcia que está

presente.

Confundindo-me, se quero o real ou meu

subconsciente.

Deleitando-me com teu mavioso timbre

Sinalizando-me o que evidencia meu ser

Desejando teu olhar pairando no ar

Buscando tua presença constante


Não sei…

Poeta de Periferia (gui)

preto poeta de periferia. poesia e resistência são sinônimos pra mim. Meu Podcast "Quebradas, Emoções": https://anchor.fm/menino-poeta

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